Divulgação 

O Comida di Buteco terminou no último final de semana com vitória do prato “Sonho meu”, do Bar do Zezé. O evento começou em Belo Horizonte, no ano 2000, e é considerado o maior festival gastronômico mineiro. Realizado todos os anos entre abril e maio, o festival já extrapolou as fronteiras belorizontinas e, hoje, ocorre simultaneamente em outras 14 cidades brasileiras. A cada ano o número de bares participantes aumenta, assim como o público. A organização do evento estima que cerca de 800 mil pessoas tenha visitado os 41 bares participantes, em Belo Horizonte. Além das 26,5 mil pessoas que passaram pela festa de encerramento, chamada “A Saideira”.

O Comida di Buteco só não é sucesso para os mais de 17,1 milhões de brasileiros vegetarianos, ou seja 9% da população nacional, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Nem mesmo um prato competidor do festival, em todo o país, pode ser considerado vegetariano, sendo que, na maioria deles, a carne é o elemento principal, restando a quem se recusa a comê-la os poucos molhos e acompanhamentos que estão longe dela o suficiente. Entre os concorrentes da capital mineira, apenas o prato do bar Patorroco serviu a carne em recipiente separado dos ingredientes vegetais, tornando-o minimamente degustável para o ovo-lacto-vegetariano que sou (infelizemente, quando fui ao restaurante uma espera de mais de 1h30, e uma fome digna de um leão, me fizeram cancelar o pedido e ir a uma pizzaria).

Também fora do Comida di Buteco a situação não é boa para quem não come carne em Belo Horizonte. A capital brasileira dos botecos, com mais 12 mil bares e restaurantes, possui bem poucos voltados para o segmento vegetariano. Em entrevista à revista Viver Brasil, a nutricionista Mariana Braga Neves explica que a comida mineira é muito rica em produtos de origem animal e não é fácil mudar essa tradição. Entretanto, ela constata que  está em crescimento o número de mineiros que apostam na dieta sem carne para melhorar a saúde e qualidade de vida ou por questões éticas e ambientais. “Estudos ligam o vegetarianismo à prevenção de doenças cardiovasculares, alguns tipos de câncer e doenças crônicas generativas”, lista Mariana.

O argumento de que a dieta vegetariana traz carências nutricionais, como em zinco, ferro e proteínas, a nutricionista afirma ser um mito. Ela ensina que todos os aminoácidos essenciais existem nos alimentos de origem vegetal, assim como ferro e zinco. “Basta consumir mais feijão, grão-de-bico, ervilha, lentilha, frutas oleaginosas e folhas verde-escuras e potencializar sua absorção com boas fontes de vitamina C, como acerola, goiaba, laranja e limão”, exemplifica.

Imagem do Centro Vegetariano – Divulgação 

Uma opção das mais saudáveis

Estudos demonstram redução de diversas doenças nos vegetarianos, comparados àqueles que comem carne. Veja só:

*Doenças cardiovasculares – 31% menos nos homens vegetarianos e 20% nas mulheres

*Colesterol – 14% mais baixo em ovolactovegetarianos e 35% em veganos

*Diabetes – 100% maior em onívoros

*Câncer de próstata – 54% maior em onívoros

*Câncer de cólon e reto (intestino grosso) – 88% maior em onívoros

*Pressão arterial – Redução de 5 a 10 mmHg nos vegetarianos

Fonte: Virei Vegetariano, e Agora?, do nutrólogo Eric Slywitch

Conheça algumas das melhores opções de restaurantes para vegetarianos em BH:

Bem Natural

– Rua Tomé de Souza, 947 (Funcionários)
– Av. Augusto de Lima, 1652 (Barro Preto)
– Av. Afonso Pena, 941 lojas 4 e 6 (Centro)
– Av. Bernardo Guimarães, 166 (Funcionários) 

Eddie Fine Burgers

– Rua da Bahia, 2652 (Lourdes)
– Shopping Pátio Savassi (Funcionários)
– BH Shopping (Belvedere)

Gengibre Lanchonete Natural

– Rua Fernandes Tourinho, 59 (Savassi)

Shawarma e Falafel

– Rua Fernandes Tourinho, 19 (Savassi)

Natural Light
– Rua Ouro Preto, 1057 (Santo Agostinho)
 
San Ro
– Rua Prof. Moraes, 65 (Funcionários)
 
 
Escute um podcast sobre meu ser vegetariano:
 
 

Saiba mais sobre comidas sem carne:

– All about… (vegan) food! (Em inglês)

– ONG Gato Negro

– Sítio Veg 

– Centro Vegetariano


O fazer comunicação tem se modificado bastante nos últimos anos, principalmente com o desenvolvimento de novas tecnologias, que possibilitam que as pessoas estejam conectadas a todo momento. Surge uma tendência a uma lógica comunicacional menos transmissiva e mais colaborativa. Isso é bastante explícito na grande popularidade das chamadas redes sociais (Orkut, Facebook, Twitter) e na criação de blogs. O usuário não se contenta em consumir o conteúdo, ele quer ser também produtor e possui infra-estrutura mais do que necessária para tanto. Hoje em dia, qualquer aparelho celular é capaz de fotografar, filmar e postar textos na Internet.

Acabou criando-se assim um jornalismo colaborativo, no qual qualquer pessoa, mesmo sem formação de comunicação, consegue produzir conteúdo jornalístico a partir de um assunto que domine e ao qual dê relevância. Isso permite que assuntos que normalmente não seriam pauta das grandes mídias adquiram visibilidade e sejam debatidos pelos interessados. Essa é a ideia principal que motivou a criação do site Overmundo, uma das plataformas completamente colaborativas pioneiras no Brasil. Criado em 2006, o Overmundo é um coletivo virtual que visa dar visibilidade à produção cultural brasileira, tendo foco em salientar sua riqueza e diversidade e privilegiando as manifestações mais marginais. Nenhuma equipe jornalística profissional, por mais bem intencionada que esteja, consegue cobrir toda a produção cultural de um país tão grande quanto o Brasil, e o Overmundo vem possibilitar ao cidadão ser repórter e retratar o seu entorno.

Qualquer pessoa pode se cadastrar no portal e alimentá-lo com textos, músicas, vídeos, discussões, convites para eventos e comentários. Além disso há uma ferramenta de avaliação de cada contribuição, na qual os leitores dão uma nota para a postagem e as mais cotadas ganham maior visibilidade no site.

O conceito de colaboração vai além do conteúdo do site, mas também em sua estrutura. Em código-fonte livre, ele está aberto para que usuários e interessados contribuam em seu desenvolvimento.

Capa da primeira Revista Overmundo

A proposta do Overmundo foi tão bem sucedida que ganhou uma revista eletrônica bimestral. Lançada dia 9 de maio, o veículo está disponibilizado gratuitamente no portal nos formatos pdf e aplicativo para iPad, e trará os assuntos mais relevantes abordados no site, funcionando também num formato colaborativo.

Conheça outros portais colaborativos:

Vc no G1

HaveYourSay

Minha notícia

BrasilWiki


Dicionário Michaelis define vício como um “hábito de proceder mal; ação indecorosa que se pratica por hábito; costume condenável ou censurável”. Os vícios estão presentes desde o início da história humana e vem se modernizando junto com a tecnologia. Inicialmente havia vício em bebida, sexo, drogas, trabalho, cigarro. Hoje os vícios também são em celular, compras, computador, redes sociais. Fato é que continuam causando problemas e/ou privando convívios pessoais. Realizei este ensaio fotográfico inspirado nos vícios que observo ao meu redor. Produzi as imagens com a câmera de um IPhone 3G e as tratei suavemente através do Adobe Photoshop CS5, promovendo alterações de brilho, contraste, saturação e nitidez.

Víciados em sexo

Víciados em Internet

Viciados em Cigarro

Viciados em Telefones Celulares

Viciados em Álcool


Por mais que falte mais de três anos para a Copa do Mundo de Futebol do Brasil, o assunto já é tema de discussões. A maioria das pessoas está bastante ansiosa, seja com a possibilidade de lucrar com o evento, seja com a festa que ele trará. O governo estima liberar cerca de R$ 30 bilhões para implementar a infraestrutura das cidades sedes e aposta que o país se sairá muito bem. Entretanto há pessoas não tão otimistas e que temem os transtornos que um evento deste porte poderá trazer.

O jornalista do blog “Oi, Tudo Em Cima”, Gabriel Cadete, acredita que será bastante desagradável  viver em Belo Horizonte na época dos jogos. “Se com a Copa realizada em outros países as pessoas já perdem as noções de prioridade, interrompendo tudo o que estão fazendo por conta da festa, imagina com o evento sendo realizado aqui. Eu pretendo estar bem longe do Brasil durante a Copa. Planejo viajar para um lugar que não se importe muito com o futebol e não ter de passar nem perto da loucura que estará o país”, afirma.

Gabriel Cadete pretende viajar na época da Copa do Mundo*

*imagem disponibilizada por Gabriel Cadete

A psicóloga empresarial Giselle Moreira concorda com Gabriel e acredita que a cidade de Belo Horizonte não possui um sistema hoteleiro e rede de transportes tão eficientes quanto seria necessário para suprir satisfatoriamente as demandas dos jogos. “Belo Horizonte não possui transportes públicos de qualidade e há grandes engarrafamentos, em horários de pico, pelo excesso de veículos. Na época da Copa, com o volume de pessoas que chegará, o caos estará instalado”, prevê. Ela conta que já está planejando uma vigem internacional para a época dos jogos e que espera preços mais baixos em decorrência da maior procura por viagens nacionais.

“Essa não é uma realidade que pode ser confirmada”, explica a executiva de vendas da Agência de Turismo Volta ao Mundo, Ana Carolina Zenatelli. Ela argumenta que não é possível prever preços de pacotes e viagens internacionais com tanta antecedência, porque que eles flutuam bastante em decorrência da situação econômica em que o país se encontra. “No que concerne ao turismo nacional, a alta dos preços já é certa. Não acredito que vamos ter problemas em termos de acomodações, pois a maioria das cidades já possui estrutura turística. Em relação a voos a história é outra. Se não houver um grande desenvolvimento do transporte aéreo, não existirão aeronaves suficientes para suprir as demandas”, explica.

Confira um Podcast sobre a Copa do Mundo em Belo Horizonte:

Leia mais:

Portal Copa 2014

-Projetos de Belo Horizonte para a Copa

-Eu odeio a Copa


A última verdadeira estrela do cinema se apagou na quarta-feira, 23 de março.  Elyzabeth Taylor faleceu aos 79 anos de idade de insuficiência cardíaca congestiva. A atriz já sofria da doença desde 2004 e estava internada há seis semanas. Dos grandes astros da época de ouro do cinema, ela foi a última a sobreviver. Já se foram Audrey Hepburn, Marilyn Monroe, Paul Newman, James Dean. Celebridades que até hoje inspiram e emocionam com seu talento, beleza, charme e glamour indiscutíveis.

Ouça aqui um Podcast sobre a diva:


O desenvolvimento da Internet nos últimos tempos permitiu uma facilidade muito grande na difusão de informações. A todo momento somos bombardeados por um número infinito de conteúdos de todos os cantos do mundo. É uma grande miscelânea de um pouco de tudo que nos chama a aprende-la toda e, mais que isso, produzir material para que ela aumente ainda mais. Claro que cada um dá mais ou menos preferência a certos temas, escolhendo, ainda, as fontes de maior confiabilidade e relevância. Mas é sempre difícil, porque as mensagens vêm de todos os lados e, às vezes, até contraditórias.

Para facilitar a vida dos internautas surgiram as ferramentas de Feed RSS, que permitem a visualização dos conteúdos e endereços escolhidos em uma única interface. São diversas as opções, algumas online, outras em forma de programas instalados em seu computador. Em comum, sempre telas sempre muito limpas para privilegiar o conteúdo que exibirão. As mais comuns são o Google Reader e o Feed Reader. O primeiro é uma ferramenta para quem possui uma conta no Google e funciona em uma sessão dentro do próprio site. O segundo exige ser instalado em sua máquina e opera independente de browsers. Entretanto, o Feed Reader não possui versão para Mac, o que me fez buscar outras opções de aplicativos leitores de RSS.

Em visita à App Store me deparei com o NetNewsWire Lite, aplicativo gratuito que possuía o maior número de downloads. O programa não é pesado e é bem simples de operar. A tela é dividida em três colunas, a da esquerda com uma lista dos endereços assinados, a do meio apresentando as manchetes mais recentes dos conteúdos e a da direita, maior de todas, exibe o conteúdo, selecionado, integralmente. O aplicativo exibe alertas de atualizações e conteúdos não lidos, não sendo necessário atualiza-lo sempre. Mesmo que a princípio positiva, essa função pode tornar-se um tormento na medida que novas informações aparecem muito mais rápido e numerosas do que consegui-mos consumi-las e ainda seremos constantemente relembrados desse fato por apitos constantes do programa. Isso gera uma sensação de incapacidade e limitação advindas da nossa grande vontade de contrariar a máxima socrática do “Só sei que nada sei”. O NetNewsWire já vêm com uma série de endereços previamente assinados, mas que podem ser facilmente apagados. Sua limitação principal é a incapacidade de mobilidade, já que só pode ser acessado de onde está instalado.

NetNewsWire Lite

Nesse sentido, o Google Reader é mais interessante, porque deixa a sua lista de feeds disponível de qualquer computador com acesso a Internet, basta estar conectado à sua conta. A ferramenta possui a mesma dinâmica da outra: uma coluna com os links assinados e outra que os exibe integralmente. Ela, entretanto, traz outras funcionalidades, como deixar notas nos feeds, como compartilhar conteúdos e sua lista de feeds com outras pessoas, e como ter acesso às delas, e recomendações de endereços a partir dos conteúdos que você acessa. O Google Reader, porém, não alerta para atualizações. É necessário visitar a página para descobrir se há novidades.

Interface do Google Reader

Em busca de uma solução que minimizasse as limitações de cada uma dessas ferramentas, encontrei o Gruml, aplicativo gratuito para Mac que permite uma sincronia completa com o Google Reader, com acesso a todas as suas funções mais os alertas na área de trabalho para novos conteúdos, com a vantagem de aparecer uma pequena tela com o título do conteúdo e um pequeno lide. Outra vantagem do programa é permitir a visualização offline dos conteúdos já lidos e a presença de uma espécie de navegador com abas dentro dele, permitindo abrir mais de um feed ao mesmo tempo.

Interface do Gruml

Das ferramentas que analisei, o pacote Google Reader + Gruml me pareceu o mais ideal, por aliar mobilidade e funcionalidade. Entretanto, eu ainda me desespero com o número de conteúdos que não consigo consumir e acabo preferindo eu mesmo entrar em cada endereço e descobrir o conteúdo que eu queira ler. Gosto da ilusão de achar que sei alguma coisa.


Acabei de sair de uma peça super densa, tristissima, um texto belíssimo, atores ótimos. Da Campaha de Popularização do teatro. A fila cheia de pessoas que vc tem certeza absoluta que ganharam ingresso numa promoção e não têm idéia do que vão ver. Claro que lá dentro todo mundo ria de tudo. Os momentos mais dramáticos do texto eram pincelados por risadas aqui e ali. A velhinha homofóbica de verde que estava mais preocupada em como os atores aceitaram se beijar de verdade, “que viadagem, gente!”. O casal-periferia rindo da cara do ator que segurava o corpo do outro. Ah gente, dá um tempo.

Belo Horizonte é uma cidade terrível para o teatro. 90% dos atores e companhias vivendo de leis de incentivo e editais. Precisando de uma campanha de popularização todo ano para levar o povo para o teatro. E as pessoas vão só querendo poder se fazer de inteligentes para seus conhecidos, poder dizer “eu sou culto, eu vou ao teatro”. Mas claro que a peça em si não importa, tudo é encarado como Carlos Nunes, Caju e Totonho, Ceguinho. Sem querer desmerecer esses humoristas, claro que todos tem seu valor e seu papel. Mas já deu né? Belo Horizonte não pára de produzir mais e mais “Acredite um espirito baixou em mim”, “Como sobreviver a festas de buffet escaço”, “Ceguinho é a Mãe com a família e o cachorro 2″…

Mas é claro, é isso que o povo está acostumado a ver e que compram. É só ver alguém num palco e nego já pressupõe uma bobeirada sem sentido para fazer rir. E há uma ótima safra de novos atores pipocando por toda a cidade, mas não tem jeito. As pessoas começam com Goethe, Artaud, Brecht e terminam inventando uma comédia-BH-padrão. “Senão não vende”. Os espertos que querem fugir disso, somem daqui. Felizes são esses. O problema é se caem numa Zorra Total da vida. Todos os dias o mesmo lenga lenga. E falam que se não for assim ninguém sobrevive. Será? Se houvesse mais peças de maior qualidade, com textos mais densos e provocativos, que não fossem um mero motivo de vanglória e sim de reflexão, será que as pessoas não mudariam seus gostos?

É tudo falta de escolaridade e bom gosto, falta de senso de comunidade e educação. Belorizontino vai na peça da Broadway porque “É da Broadway!” e foda-se. Vou rir do ator babaca vestido de mulher, mesmo que ele esteja chorando o nazismo. Vou rir do personagem assassinado jogado na vala. Vou rir do namorado dele sofrendo e abraçando o amor morto pela primeira vez. E foda-se você que vai pela catarse.